Biomassa de banana verde – potência para o intestino

Biomassa de banana verde
A biomassa é uma pasta feita com a banana verde cozida, e é um alimento funcional excelente para o organismo! É rico em amido resistente, um carboidrato que se comporta como uma fibra em nosso intestino, pois não é digerido pelo nosso corpo propriamente dito, mas sim pelos micro-organismos presentes no intestino grosso, sendo assim um alimento prebiótico.
Os benefícios de se consumir a biomassa de banana verde são enormes, uma vez que melhora a microbiota intestinal, proporcionando uma melhor absorção de nutrientes, melhorando a sensação de saciedade e ajudando a regular a glicemia e o colesterol.
A biomassa quase não tem sabor e é muito versátil, podendo ser usada de muitas formas, como batida junto a vitaminas e sucos, adicionada na sopa, em molhos (ela inclusive ajuda a deixar a receita mais cremosa), em doces fit, enfim, dá pra usar biomassa em quase tudo!
Aqui embaixo a gente explica como fazer, é super fácil!
Separe aproximadamente 10 a 12 bananas verdes da sua preferência, pode ser qualquer tipo, desde que não tenham começado a amerelar ainda. Coloque água para ferver em uma panela de pressão, e enquanto isso separe as bananas da penca uma a uma e lave-as. Quando a água ferver, coloque as bananas com a casca na panela. Feche e deixe cozinhar por 10 minutos após pegar pressão. Desligue o fogo e aguarde a panela perder a pressão naturalmente (assim o cozimento ainda vai continuar por um tempo). Com as bananas ainda quentes, descasque-as e coloque em um liquidificador ou processador, junto com um pouco de água filtrada ou mineral (quantidade suficiente para seu liquidificador conseguir bater). Depois de batido, o ideal é congelar em formas de gelo, assim você pode conservar por até cerca de 2 meses e a biomassa já fica em porções de um tamanho bom e fácil de usar.
Você pode consumir um cubinho de uma a duas vezes por dia, junto com bebidas ou refeições!

Consequências da obesidade e da má alimentação

A obesidade é um problema sério, que traz inúmeras consequências ruins para a saúde, podendo servir como “gatilho” para uma série de doenças.
Sabemos que a melhor solução seria uma boa dieta e mudança de estilo de vida, porém isso não é algo tão simples, pois requer dedicação, investimento e, principalmente, informação.
Por muito tempo se taxaram as gorduras, principalmente os alimentos que continham colesterol, como as “grandes vilãs” da história, causadoras de obesidade, problemas cardíacos, etc., mas não é bem assim. Hoje se sabe, através de diversos estudos científicos, que o maior problema está no consumo excessivo de carboidratos – açúcares, farinhas refinadas, entre outros, presentes principalmente nos alimentos industrializados e ultraprocessados.
Para termos uma boa saúde e controlar nosso peso, o ideal é excluirmos os alimentos nocivos da nossa dieta. Não é somente uma questão de se “contar calorias”, pois todo alimento tem calorias, e a origem/fonte dessas calorias é muito mais importante do que a quantidade em si.
O que faz a diferença é uma combinação de fatores, como a fonte da caloria, se vem das proteínas, carboidratos, gorduras, qual a carga glicêmica, os horários da refeição. Precisamos nos alimentar com equilíbrio, e conforme nosso corpo necessita. O ideal seria ter a orientação de um nutricionista, porém como nem sempre isso é possível, procure se alimentar da forma mais natural possível, consumindo mais legumes, frutas, verduras e menos “comida pronta”, processada.  Descasque mais e desembale menos, é meio “clichê”, mas é fato! Cozinhe mais!
Modere o consumo de açúcares e carboidratos de forma geral, que não está somente nos doces, mas também no pãozinho, na bolacha, no macarrão, no arroz branco, no suco de caixinha, etc.
Leia sempre os rótulos daquilo que você consome – sabia que os ingredientes dos produtos são relacionados por ordem de quantidade? Então se o primeiro ingrediente for “açúcar”, cuidado! Procure verificar a composição daquilo que você come, se tem muito açúcar, muita farinha, ou mesmo outros carboidratos “disfarçados” em outros termos, como xarope de milho, glicose, frutose, etc.
Para as mamães e os papais, muito cuidado com os “lachinhos” das crianças, procure sempre alimentos mais naturais, como frutas e alimentos que contenham mais proteínas, fibras, gorduras boas, e o mínimo possível de açúcar. Sucos de caixinha, achocolatados prontos, bolachas recheadas, macarrão instantâneo, sorvetes industrializados, pão, isso tudo é muito nocivo para a saúde das crianças e já pode desencadear um processo de ganho de peso muito cedo, além de criar “vícios” em alimentos carregados de açúcar, sal e gordura hidrogenada, que fazem muito mal à saúde.

ÁGUA, um líquido essencial à vida!

A IMPORTÂNCIA DE BEBER ÁGUA

O que dizer desse líquido essencial para a vida?! Sem ele não se desperta, não se respira, não se renova, não se pensa e não se desintoxica! Somos compostos por aproximadamente 70% de água, aquele componente fundamental de todas as células do organismo, também componente do plasma sanguíneo, sendo responsável, portanto, pelo transporte de nutrientes, oxigênio e sais minerais para as células. Ela ajuda a regular a temperatura corporal e o funcionamento dos órgãos, elimina toxinas, ajuda na lubrificação de mucosas e, por ser um solvente, age como um veículo de transporte de nutrientes, ou seja, sem ela não ficamos apenas desidratados, mas também contribuímos para ficarmos desnutridos.

A água também garante a proteção de algumas estruturas do corpo. O líquor encontrado entre as meninges do cérebro, por exemplo, previne impactos que podem desencadear graves danos ao sistema nervoso. Além disso, podemos citar o líquido presente nas articulações que evita o atrito entre os ossos, o líquido amniótico, que protege o embrião em desenvolvimento, e as lágrimas, que evitam o ressecamento das córneas e realizam sua limpeza.

Além disso, a água também exerce papel primordial na eliminação de substâncias tóxicas. É principalmente por meio da urina, que é 95% composta de água, que liberamos para fora do corpo substâncias que estão em excesso ou que não possuem função no nosso organismo.

A hidratação é fundamental! As fibras alimentares têm uma forte relação com a nossa hidratação, e são muito importantes para o funcionamento do intestino, pois ali absorvem água e aumentam a quantidade de bolo fecal, deixando as fezes mais macias, o que facilita a evacuação. Sabia que na falta de água nosso intestino reabsorve parte da água utilizada na formação desse bolo fecal? Pode até parecer meio “nojento”, mas nosso organismo só quer tentar nos fazer “funcionar” melhor dentro das condições que o colocamos, com nossas escolhas alimentares e até mesmo no hábito adquirido em mantê-lo hidratado!

Um fato muito interessante sobre a água é que, quando se sente sede, o organismo já está em processo de desidratação! E como a água não pode ser armazenada em nosso corpo, é fundamental a disciplina de ingeri-la constantemente, para que haja um balanço entre o que é ingerido e o que se perde, principalmente, através da transpiração e eliminação de urina e fezes.

Vale destacar ainda que a quantidade de água a ser ingerida por uma pessoa está relacionada também com as atividades que ela realiza e com o seu estado de saúde. Além disso, o clima também influencia, mas a média fica entre 30 a 40 ml/kg de peso. Em dias quentes, por exemplo, devemos beber mais água, o que também é válido para pessoas que realizam atividades físicas e aquelas que transpiram bastante.

Resumidamente, espero que você, caro leitor, já esteja mais que ciente da importância dessa substância não apenas ao seu lado, ou no bebedouro no final do corredor, mas dentro de sua disciplina, sua meta ou ainda melhor… dentro de você!

 

CHÁ VERDE – Camellia Sinensis (L.)

O chá é uma bebida que perde apenas para a água como a bebida mais consumida no mundo. Dentre os alimentos funcionais, o chá é uma bebida amplamente utilizada, apresentando um consumo mundial per capita de, aproximadamente, 120mL/dia. O chá verde é rico em polifenóis, principalmente catequinas.
Dependendo do processamento da folha da Camellia sinensis (L.), são obtidas algumas diversidades de chá, como o preto, o Oolong, o verde e o branco. O chá branco é o menos processado e industrializado de todos os chás. O chá preto passa por um processo de oxidação, em que as folhas se modificam em contato com o oxigênio. No chá Oolong, as folhas são submetidas à oxidação parcial. No chá verde, as folhas passam pelo processo de fixação para interromper a oxidação.
O chá verde contém componentes polifenólicos, que incluem flavonols, hidroxil-4-flavanls, antocianinas, flavonas, flavanóis, ácidos fenólicos e particularmente flavan-3-ois, que totalizam cerca de 30% do peso seco das folhas. A maioria dos polifenóis do chá verde se apresentam como flavanóis, e dentre estes, predominam as catequinas. Uma típica bebida de chá verde, preparada em uma proporção de 1 grama de folhas para 100mL de água por 3 minutos de fervura, geralmente, contém cerca de 35-45 mg/100mL de catequinas e 6 mg/100mL de cafeína, dentre outros constituintes.
O chá verde também contém uma quantidade que varia de 10 a 80mg de cafeína por xícara de 60mL, quantidade que pode ser comparável ao café, dependendo da marca, do tipo e da forma de preparo. Com relação à biodisponibilidade das catequinas, sugere-se que a ingestão deva ocorrer várias vezes ao dia, em uma dieta fracionada, para proporcionar um efeito benéfico à saúde.
Estudos recentes revelaram que chás verde e branco têm atividades biológicas positivas contra doenças crônicas como câncer, síndrome metabólica, obesidade, hipertensão, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, entre outras.
Dentre uma variedade de efeitos benéficos do chá verde, grande atenção tem sido dada à redução da gordura corporal. Evidências sugerem que o extrato do chá verde contendo 25% de suas catequinas possa reduzir o apetite e aumentar o catabolismo de gorduras. As doses de chá verde que surtem tais efeitos variam largamente, mas geralmente ficam em torno de 3 copos por dia, equivalente a, aproximadamente, 240 a 320mg de polifenóis.
A fim de obter os efeitos benéficos do chá verde à saúde, como na prevenção e/ou tratamento das doenças já relatadas, seu consumo deve ser de 4-6 xícaras de chá verde ao dia. A forma de preparo também deverá ser considerada, devendo-se esquentar a água até pouco antes da ebulição e despejá-la nas folhas de chá bem devagar e do alto, o que ajuda na redução do processo oxidativo. A infusão deverá ficar abafada por um período de 2-3 minutos. O armazenamento por longo tempo também não é recomendado, pois ocorre perda dos compostos fenólicos. A proporção de água e ervas deve ser a seguinte: para cada litro de água, quatro colheres de sopa de erva fresca ou duas colheres de erva seca. Outra sugestão é que deve ser consumido entre as refeições para não interferir na biodisponibilidade de nutrientes provenientes das grandes refeições.
Frente ao exposto acima, não restam dúvidas que adicionar o chá verde em sua dieta trará não somente benefícios, mas também muito mais prazer à sua vida, pois estudos relatam que a temperatura influencia nosso estado de humor, e ainda algumas misturas aumentam o GABA (neurotransmissor que relaxa e induz a tranquilidade).
Sem falar que auxiliam na digestão, absorção e biodisponibilidade de alguns nutrientes. Outra razão para utilizar as misturas, é agregar sabor aos pratos, alquimias muito exploradas na gastronomia. Vale lembrar que devemos ter cautela no consumo dos mesmos, não ultrapassando a quantidade de 600 ml /dia, uma vez que podem interferir na absorção de alguns nutrientes como o cálcio e o ferro.

Para sair do chá tradicional, segue uma receita de smoothie de chá verde!

Smoothie de Chá verde
Ingredientes:
½ xícara de chá verde gelado;
½ xícara de leite de amêndoas;
1 col. chá de canela;
1 col. sopa de mel;
½ banana;
Modo de preparo:
Bater tudo no liquidificador até ficar homogêneo.

*Texto da Nutricionista Iara Marcondes Blanco, nutricionista clínica e funcional, e autora da página Sem Restrições

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