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28/01/2019 - Orgânicos

ÓLEO DE COCO

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ÓLEO DE COCO

Rico em ÁCIDO LÁURICO, que constitui 47% de seu índice de ácidos graxos, o óleo de coco tem inúmeras ações terapêuticas comprovadas. Em contato com o pH ácido (equivalente a 2,0) do estômago, transforma-se em monolaurina, um poderoso antivirótico, antibacteriano e antifúngico, que não gera resistência nem efeito colateral. A monolaurina também age contra a ação de parasitas.
Aliado a esses atributos, o óleo de coco é reconhecidamente um potente ANTI-INFLAMATÓRIO, capaz de reduzir o LDL e aumentar o HDL, sem alterar os níveis de colesterol, na maioria dos estudos onde o perfil lipídico foi avaliado. Possui efeito ANTITROMBÓTICO e inibe a peroxidação lipídica, agindo como ANTIOXIDANTE devido a sua alta concentração de VITAMINA E e ÁCIDO GÁLICO. Esses e outros benefícios são comprovados em artigos e na literatura científica médica, que destacam sua ação na prevenção e no tratamento eficaz de diversas patologias, como doença de Alzheimer, HIV/AIDS, doenças cardiovasculares, câncer, diabesidade (diabetes + obesidade) e infecções.
O óleo proveniente do coco é altamente benéfico para o organismo pois transforma-se em energia e não provoca aumento de peso. Vale explicar que os ácidos graxos podem ser de cadeia curta, media ou longa. Os principais de cadeia curta (até 6 carbonos) são o acético (etanoico); propiônico (propanoico), butírico (butanoico), valérico (valeriânico) e caproico (hexanoico). Os de cadeia média (8 a 12 carbonos) correspondem ao caprílico (n=8), cáprico (n=10) e LÁURICO (n=12). Os principais de cadeia longa (14 ou mais carbonos) são classificados como mirístico (n=14), palmítico (n=16), esteárico (n=18), araquídico (n=20), beénico (n=22) e lignocérico (n=24).
A principal diferença é que, após serem assimilados pelo intestino, os ácidos graxos de cadeia longa são direcionados, principalmente, para o coração e depois para o fígado, onde são acoplados ao LDL (lipoproteína de baixa densidade), que levam os ácidos graxos até os tecidos. Depois são transportados de volta ao fígado pelo HDL (lipoproteínas de alta densidade) e excretados pela bile.
Os ÁCIDOS GRAXOS DE CADEIA MÉDIA, a exemplo do ÓLEO DE COCO, são transportados, DIRETAMENTE DO INTESTINO PARA O FÍGADO, onde se transformam em ENERGIA. Eles não são depositados em adipócitos (células de gordura), sendo, por isso, INCAPAZES DE PROMOVER GANHO DE PESO. Ao contrário, são TERMOGÊNICOS. Sendo assim, os triglicerídios compostos por ácidos graxos de cadeia média (TsCM) contribuem para o aumento do metabolismo basal, dispensando a presença de ácido clorídrico e bile durante sua digestão e absorção. O óleo de coco, portanto, AUXILIA NA ABSORÇÃO DE OUTROS NUTRIENTES, como vitaminas e minerais, NÃO SE ARMAZENA NOS ADIPÓCITOS na forma de triglicérides, é MENOS CALÓRICO do que os outros óleos e NÃO REQUER INSULINA DURANTE SEU METABOLISMO.
Os corpos cetônicos - incluindo acetona, acetoacetato e betahidroxibutirato, gerados a partir dos TsCM do óleo de coco, contribuem significativamente para o METABOLISMO ENERGÉTICO DO CÉREBRO. Os ácidos TsCM, por sinal, correspondem a 64% da composição do óleo de coco.
É um alimento ideal para recém-nascidos - quando utilizado em fórmulas infantis - e idosos submetidos à nutrição parenteral. Pacientes em estado de coma - que passam por longos períodos de incapacitação e distantes da dieta convencional por exemplo, podem receber TsCM provenientes do óleo de coco diretamente na veia (alimentação parenteral), com o propósito de auxiliar na recuperação.
No processo de EMAGRECIMENTO, a maior contribuição dos TsCM refere-se ao seu total calórico (6,8-8,6 calorias para os Triglicérides de Cadeia Média versus 9,0 para os TGs de cadeia longa) e ao estímulo do metabolismo basal (TsCL acima dc 4% e TsCM superior a 14%). Eles também são mais rapidamente absorvidos e transformados em energia, não são armazenados na forma de gordura, estimulam discretamente a função tireoidiana e provocam SACIEDADE.
Resultados de uma outra pesquisa realizada, revelaram que mulheres com obesidade abdominal e IMC menor que 35 kg/m2, tratadas com 30 ml de óleo de coco por 12 semanas, registraram uma redução do IMC e da circunferência abdominal. Por se tratar de um modulador de peso, indivíduos submetidos a uma dieta com óleo de coco, se forem obesos, tendem a emagrecer e, se estiverem muito magros, tendem a ganhar peso.
Há relatos de estudos comprovando benefícios das gorduras de cadeia média no TRATAMENTO DO DIABETES TIPO 1, e outros destaques comprovados cientificamente, onde o óleo de coco, por meio do ÁCIDO LÁURICO - que se transforma em monolaurina, atua contra bactérias e microrganismos, como, por exemplo, Candida albicans, citomegalovirus, clamídia, estreptococos dos grupos A, F e G, Neisseria ghonotreae, Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae e vírus HIV, SEM PREJUDICAR A MICROBIOTA INTESTINAL.
Além desses benefícios, o óleo de coco, quando utilizado na culinária, NÃO GERA GORDURAS TRANS e substitui os óleos vegetais poli-insaturados ômega-6, que são pró-inflamatórios. Devido ao aumento da relação HDL/colesterol total e a não geração de gordura trans, também é ideal para cozinhar, assar e preparar diversos alimentos.
Parte da Ásia, tem por hábito a utilização tanto do óleo de amendoim quanto do óleo de coco para cozinhar. Na medicina ayurvédica, o óleo de coco é considerado um ingrediente essencial em inúmeras preparações medicinais
Um estudo publicado pela Clinical Nutrition em 29 de dezembro de 2018, na Índia comparou o cozimento com óleo de amendoim ao cozimento com óleo de coco para determinar os benefícios relativos à saúde para o controle de peso, doenças cardíacas e diabetes, o que resumidamente resultou ao longo de 22 semanas, mudanças favoráveis na sensibilidade à insulina, no aumento do HDL-C plasmático, o que consequentemente resultou na melhora de parâmetros associados ao risco de doenças cardiovasculares para aquela determinada população analisada.
Vale ressaltar que os ácidos graxos saturados constituem pelo menos 50% das membranas celulares, são eles que dão às nossas células a firmeza e integridade necessárias, além de desempenharem um papel vital na saúde dos nossos ossos. Por exemplo, pelo menos 50% de nossas gorduras dietéticas precisam ser saturadas para que o cálcio seja efetivamente incorporado à estrutura esquelética.
Eles diminuem Lp (a), uma substância no sangue que indica propensão para doenças cardíacas. Protegem o fígado dos efeitos tóxicos do álcool e de certas drogas, além de também contribuírem para a melhora no sistema imunológico.
Os ácidos graxos saturados de cadeia curta e média possuem importantes propriedades antimicrobianas e protegem também nosso corpo contra micro-organismos nocivos no trato digestório. São extremamente necessários para a utilização adequada de ácidos graxos essenciais. Ácidos graxos ômega-3 alongados, são melhor retidos nos tecidos quando a dieta é equilibradamente rica em gorduras saturadas.
Uma razão pela qual as gorduras saturadas têm uma longa história de uso em culturas tradicionais é porque elas são gorduras muito estáveis que NÃO OXIDAM FACILMENTE (tornam-se rançosas). Por outro lado, os óleos refinados que muitos utilizam, são muito instáveis e se tornam rançosos (oxidam) rapidamente. Os óleos oxidados são muito tóxicos para o organismo e podem causar danos generalizados pelos radicais livres.
Após tantos dados comprovados cientificamente em relação aos benefícios no consumo apenas do óleo de coco, vale lembrar que o coco é uma fruta altamente nutritiva e funcional como um todo, pois dele pode-se ainda extrair a água (rica em eletrólitos), as fibras (parte branca interna), o leite (processo da parte branca), além do açúcar (fluido das flores das palmas), que tornam nossa cozinha mais rica na utilização de cada parte, em diversos pratos típicos, criativos, nutritivos e funcionais.
* texto da Nutricionista Iara Marcondes Blanco, autora da página Sem Restrições
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