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04/09/2018 - Orgânicos

Gestação e Alimentação

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GESTAÇÃO E ALIMENTAÇÃO 🤰🥗
Gestação, uma estação única onde a mulher passa por várias transformações! O organismo feminino torna-se um belo aconchego e suporte para um novo ser que depende exclusivamente dela para se tecer, formar, amadurecer, e criar defesas para se adaptar ao meio que vivemos após seu nascimento. Uma vez em uma aula da pós, uma professora comparou uma criança com uma folha de sulfite em branco, que quando impressa não tem mais como se tornar branca novamente, ou seja, as características adquiridas na formação durante a gestação nunca mais poderão ser modificadas, pode sim manter-se alguns genes inativados, porém cada célula levará consigo informações sobre determinados alimentos que contribuíram na sua genética, na sua predisposição a desenvolver algum tipo de doença não-transmissível, até mesmo possíveis alergias.
São nove meses, mais ou menos 38 semanas, onde tudo o que se coloca na boca torna-se algo de muito valor para a construção de um novo ser vivo! Prioriza-se a necessidade de se ter uma alimentação mais saudável para que ela lhe seja um ótimo suporte após o nascimento.
Para uma gestação saudável, a ingestão equilibrada de macro e micronutrientes sempre lhe será mais essencial, quando de forma mais absorvível do que apenas suplementadas, ou seja, comida de verdade sempre será mais “bem vista e bem-vinda” - por dentro, do que uma porção de cápsulas a que algumas gestantes são submetidas.
O tão necessário e famoso “Ácido Fólico”, conhecido como folato ou vitamina B9, tem seu papel de grande importância na gestação, principalmente na formação do tubo neural do embrião, além da formação e reparo da síntese do DNA. A necessidade de seu equilíbrio vai muito além do que sempre se comprova primeiro cientificamente, pois veja que sua deficiência durante a gestação está interligada a má absorção de nutrientes para a mãe, consequentemente levando uma série problemas para o bebê, que compromete, além da formação do tubo neural, as partes musculares, pode levar a deformidades, anencefalia, além de outros aqui não argumentados . Por outro lado, seu excesso, segundo um estudo realizado na Escola estadunidense Bloomberg de Saúde Pública, na Universidade John Hopkins, cerca de quatro vezes a mais que a dose recomendada, dobraria as chances de o bebê vir a sofrer de autismo. O estudo salienta ainda que as hipóteses aumentariam se este excesso de ácido fólico na gestação se desse acompanhada de vitamina B12, mas alerta para o fato de que este risco existe apenas quando existe uma sobredosagem destes nutrientes. Este estudo foi largamente criticado entre a comunidade científica e clínica, uma vez que se temeu que as gestantes, perante os resultados, optassem por evitar o ácido fólico, colocando assim em risco a gestação devido às más condutas alimentares. Ainda assim, a própria Organização Mundial de Saúde recomendou que, ao fazer a administração, não fossem excedidas as dosagens recomendadas, que variam entre os 0,4 e os 0,8 miligramas por dia.
Espinafre, couve, brócolis, beterraba, aspargo, feijão, grão-de-bico, são algumas formas naturais de ácido fólico que poderiam ser consumidas apenas através de uma alimentação, em um plano alimentar equilibrado, rico em bioativos e nutrientes essenciais, e também absorvíveis para o desenvolvimento do bebê, uma vez que fomos feitos para o natural, e o natural sempre nos será mais biodisponível para absorção.
Na agricultura orgânica não é permitida nenhuma substância que coloque em risco a saúde humana e o meio ambiente, ou seja, para serem considerados orgânicos, os alimentos devem ser produzidos em um sistema que não permite o uso de fertilizantes, agrotóxicos, reguladores de crescimento e aditivos para a produção sintética, seja ela vegetal ou animal.
O Brasil, esse país de clima e solo tão diversificado e de um potencial enorme para uma produção orgânica, infelizmente tem sido um grande líder mundial nos usos exorbitantes de agrotóxicos, o que afeta não apenas a produção natural de alimentos, mas a sua rica diversidade e equilíbrio nutricional, em sua biodisponibilidade, em seus compostos extremamente bioativos e, claro, além de empobrecer todas as qualidade que possuímos num bom solo, isso sem contar os malefícios que carregam para quem os consome.
Lógico que somos seres incríveis e que nossa máquina “corpo” tem uma capacidade absurda para nos defender e nos desintoxicar dessas substâncias nocivas à nossa saúde, porém quando fornecemos meios para que isso aconteça, não esquecendo dessa época única de gestar, potencializando ainda mais todo esse processo.
Os pesticidas no organismo, quando metabolizados, se tornam substâncias agressivas, comprometendo muitos órgãos, e isso frequentemente vem sendo associado com o desenvolvimento de vários tumores, cânceres hematológicos, além de diversos impactos sobre algumas doenças neurodegenerativas e sobre o sistema reprodutivo (más formações, infertilidade, e retardo no crescimento intrauterino).
Em uma gestação, onde o nutrir-se bem se torna prioridade, não se pode descartar esses grandes riscos que afetam não apenas a mãe, mas também o bebê, pois tudo o que se ingerir consequentemente nutrirá o ser em formação.
Como digo sempre, saúde é um investimento a longo prazo, e durante a gestação então, é um dos investimentos mais essenciais para a melhor evolução de sua “meia versão”. Quem gera vida, sempre busca o melhor para quem está sendo gerado, geste com saúde, equilíbrio e na melhor proporção de qualidade que possa nutrir.
* Texto da Nutricionista Iara Marcondes Blanco, nutricionista clínica e autora da página Sem Restrições
* Aqui na Orgânicos São Carlos tem muito produto orgânico pra você se nutrir de forma saudável nessa fase tão especial da vida!!

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