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19/02/2019 - Orgânicos

AMENDOIM, DELICIOSO E NUTRITIVO

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AMENDOIM, DELICIOSO E NUTRITIVO

Sabe aquela semente que servida de qualquer jeito fica uma delícia?! Uma semente oleaginosa que possui nutrientes e vitaminas importantes para o equilíbrio do organismo, que contribui para a manutenção da saúde e auxilia no tratamento de algumas doenças? Pois é, hoje venho escrever um pouquinho do que já se foi comprovado cientificamente sobre o nosso querido AMENDOIM!
Aproximadamente 25% da composição do amendoim é de PROTEÍNAS, o que o coloca como uma excelente estratégia de composição proteica na alimentação de adultos e crianças.
Nutrição, prevenção de doenças cardiovasculares, diminuição de colesterol e triglicérides, equilíbrio do metabolismo, suprimento de vitamina E e fator de inibição de apetite são algumas das características apontadas em estudos que colocam o amendoim na categoria de ALIMENTO FUNCIONAL, desde que consumido em porções adequadas. Segundo estudos, a gordura presente no amendoim é originária, principalmente, de ácidos graxos poli-insaturados, que são de característica benéfica para a nossa saúde. Essas gorduras poli-insaturadas são responsáveis pela prevenção de doenças cardiovasculares, pois se unem a outros nutrientes, como o resveratrol, uma substância natural presente no amendoim, em alta concentração, idêntica à encontrada no vinho e na uva.
Dentre os outros nutrientes está uma substância chamada betasitosterol, que tem papel já testado e aprovado pela comunidade científica europeia e norte-americana, de prevenir o desenvolvimento de câncer, além de diminuir tumores já existentes.
Em um estudo divulgado pela USP em abril de 2017, foi constatado que na pele do amendoim há compostos naturais que, quando ingeridos, acabam se ligando à enzimas impedindo por “completa ou parcialmente” a absorção das gorduras e açúcares, podendo assim auxiliar na prevenção da diabete e da obesidade, sem contar a sua ação microbiana, também já comprovada em um outro estudo feito pela Unicamp.
O consumo frequente de amendoim também diminui as taxas sanguíneas de colesterol e triglicérides entre 11% e 14%, ao mesmo tempo em que aumenta os níveis de magnésio, aquele micromineral essencial para o equilíbrio metabólico.
Uma porção de 30g de amendoim fornece 25% da recomendação diária do consumo de vitamina E além de possuir um alto teor de zinco, um outro mineral vital para a formação e liberação de hormônios. Já existem, inclusive, estudos que comprovam que o consumo de amendoim pode retardar ou diminuir a incidência do Mal de Alzheimer.
Ok, comprovado! Essa maravilhosa semente oleaginosa, dentro de um bom plano alimentar só tem a contribuir com a saúde, mas e a pasta? Aquele produto que obtemos de seu processamento?
Bom, metade da composição da manteiga de amendoim é gordura, e a outra metade é composta por proteína (25%), carboidrato (20%) e fibra (5%). Já sabemos que ela é uma excelente fonte de vitamina E e de vitaminas do complexo B, principalmente B3, B6, folato e biotina, além de rica em diversos minerais como ferro, magnésio, potássio, fósforo, zinco, selênio, cobre, manganês e cálcio. A manteiga de amendoim preserva em sua característica os fitosteróis, ácido cumárico e resveratrol, antioxidantes que em conjunto com a vitamina E ajudam a prevenir doenças cardíacas e câncer.
Uma pesquisa publicada no British Journal of Nutrition mostrou que o conjunto de antioxidantes pode ser a chave para os benefícios ao coração e aparelho circulatório. Pessoas que comem pasta de amendoim 4 vezes por semana podem reduzir o risco de morte por doença cardíaca em 37%, em comparação com pessoas que não têm o hábito.
Quase 50% da gordura presente no amendoim é ômega-9, o mesmo ácido graxo do abacate e do azeite de oliva e que ajuda a regular o colesterol. O restante se divide entre ômega-6 e dois tipos de gordura saturada, os ácidos palmítico e esteárico, que são a fonte preferida de energia para o coração.
O consumo de manteiga de amendoim de 2 a 3 vezes por semana reduz em 30% a chance de ganhar peso, de acordo com um estudo publicado na revista Obesity. Isto porque o seu elevado teor de gordura e proteína ajuda na saciedade e reduz a vontade de beliscar entre as refeições. Além disso, o ômega-9 ativa a adiponectina, um hormônio que comanda o corpo a produzir a energia que precisa a partir dos depósitos de gordura, ou seja, ele ativa a queima dos pneuzinhos localizados principalmente na cintura e abdômen. Além do alto poder saciável que nos faz sentir satisfeito por mais tempo, fazendo com que comamos menos quantidade de outros alimentos, no geral. Além disso, uma colher de pasta de amendoim é uma ótima estratégia utilizada na compulsão por algo doce.
É um alimento calórico, mas muito nutritivo. Durante a depressão econômica nos Estados Unidos (1930), as autoridades americanas estimularam o desenvolvimento de produtos de alto valor proteico à população, principalmente para as crianças. Um desses suplementos foi uma manteiga feita de amendoim (peanut butter). O sucesso foi tão grande que a manteiga de amendoim virou hábito nacional, inclusive substituindo a tradicional manteiga. Até hoje nos filmes e seriados americanos é muito comum vermos as mães preparando sanduíches com pão, manteiga de amendoim e geléia para os filhos.
E assim a cada dia que passa a pasta de amendoim integral se torna mais popular, mas muitos ainda não sabem que além de ser saborosa, ela pode ser muito útil para quem treina visando hipertrofia ou queima de gordura, como já podemos verificar anteriormente.
A pasta de amendoim integral é um alimento rico em vários nutrientes que auxiliam nosso progresso na academia, desde que bem incluída e na porção adequada em cada caso.
Muitas pastas ou manteigas de amendoim industrializadas contêm açúcar refinado, sal e gordura hidrogenada. Não confunda a pasta de amendoim com os cremes vendidos em supermercados que levam até doce de leite na composição! Para uma alimentação saudável, procure versões naturais ou similares que não contenham esses aditivos. O ideal é que a pasta de amendoim seja feita única e exclusivamente de amendoins, sem sal, açúcar ou óleos.
O ideal é comprar o amendoim de boa procedência, para evitar a ocorrência de fungos (Aspergillus flavus) que produzem aflatoxina. O correto armazenamento e métodos de manipulação praticamente eliminam o risco de ingestão de aflatoxina, um conhecido agente cancerígeno. Evite adquirir o amendoim se tiver qualquer sinal de mofo. Os estudos mostram que processar o amendoim reduz esse teor de aflatoxina.
Também há meios de preparar a sua própria pasta, e não errar na escolha! Vamos lá...
Após sua ótima seleção dos grãos, toste-os no forno baixo por 15 a 20 minutos, para preservar os óleos saudáveis presentes nele, e sensíveis a altas temperaturas. Depois coloque no processador ou liquidificador por alguns minutos até ele virar uma pasta. Guarde em recipiente bem fechado na geladeira.
Essa pasta de amendoim pode ser consumida ao natural direto na colher, pode ser colocada no pão ou na tapioca, acompanha uma banana, ou qualquer outra fruta, turbina sucos e vitaminas, e pode também ser usada no preparo de diversos pratos: combina com aves, arroz, quinoa e legumes. Em relação a quantidade recomendada, varia de acordo com cada objetivo, cada plano alimentar e principalmente para cada pessoa.

* Texto da Nutricionista Iara Marcondes Blanco, autora da página Sem Restrições

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